terça-feira, 12 de junho de 2012

O shopping no dia 11 de junho estava diferente. Havia homens por toda parte. Homens em grupo, sozinhos, espalhados por lojas de mulher, confusos com tamanhos e modelos, amparados por vendedoras interesseiramente simpáticas e solícitas. Em busca do presente perfeito, ou nem tanto assim, para o  Dia dos Namorados.
Na bancada de bijouterias, um adolescente comprava um brinco. Atrapalhado, juntando notas de dinheiro, escolheu um que numa orelha formava um "lo", e na outra um "ve". O brinco mais feio que eu já vi. Mas minha intuição diz que a namorada abrirá um sorriso e se sentirá a menina mais sortuda do mundo. Porque aquele menino, que não entende nada sobre tendências da moda (e, me arrisco a dizer, sobre mulheres como um todo), escolheu um presente que expressasse algo que ele conhece, por causa dela. Tudo é novo e muito ele ainda não entende sobre esse sentimento. Metáforas não servem, ele precisa da palavra pura e simples. Love.
O amor adolescente é brega, exagerado e, na maioria das vezes, finito. Mas sempre vai me comover.

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